
Depois de rodadas consecutivas de “margueritas”, “Pablos e seus muchachos” – assim denominados ao fim de 4 dias de México – não tinham como não estar “borrachos”, o pior era que, na mesa ao lado, uns mexicanos puros com ar de poucos amigos estavam igualmente “borrachos”…
O ambiente de festa que se vive no “Sombrero” dá lugar a alguma tensão. Pablo é o primeiro a derrubar o seu copo no chão de madeira cambaleando por entre mesas e cadeiras, dispostas aleatoriamente no recinto como armadilhas pouco justas naquela hora da madrugada. Os muchachos juntam-se a este espectáculo tropeçando nos seus próprios pés enquanto tentam segurar os vidros triangulares cobertos de sal. A tequilha não canta, grita estridente aos ouvidos dos mexicanos locais que ameaçam com o olhar colocar na ordem mais uns turistas. Mas Pablo, com o sorriso aberto e amigável de quem está sempre em festa junta-se aos mexicanos brindando alto com “Viva el Mexico”, oferecendo mais uma rodada. Estes, levantam-se, bruscamente, surpreendidos mas unindo os copos, de forma efusiva. Terminam todos juntos a dançar com coreografias improvisadas por esta amizade ébria que, espontaneamente , nasce a cada noite nos bares que transbordam da riviera mexicana.
By Milene Cabral, Nov 2010
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